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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Deu vontade de chorar...

Gosto muito de carros, principalmente os muscles e esportivos mais antigos, principalmente pelas dificuldades da época em relação à mão de obra, peças, confecção de lataria e etç....Hoje isso perdeu o brilho, muita tecnologia, mas máquinas fazem tudo , então o acabamento artesanal ficou de lado.Muitas coisas mudaram, acho que eu ainda acho o jeito rústico bem interessante.Bom ,mas o que deu vontade de chorar foram as fotos que vi em outro blog, o http://fotologando.blogspot.com .Carros que marcaram época abandonados,deixados de lado.

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Esses carros foram a classe, caros e belos, todos ficavam encantados quando os via, mas agora, esses carros ou o que resta deles é isso que você verá nas imagens abaixo:

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E a dança continua...

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira que os problemas envolvendo a Casa "caíram no seu colo" depois que ele assumiu o comando da Casa. Segundo Sarney, a crise não é resultado de sua gestão, mas da "estrutura burocrática' do Senado.

"Agora, neste momento, encontramos muitas crises e críticas, mas nenhuma delas sobre a minha gestão, e sim sobre a estrutura burocrática da Casa. Os problemas caíram no meu colo...

São essas misérias da máquina burocrática e que nós, homens públicos, estamos alertas para combatê-las", afirmou Sarney durante palestra a cerca de 400 estudantes da UniFMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo, sobre desafios e oportunidades do Senado.

A declaração, feita logo no início da palestra, foi feita após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, elogiar a postura do senador de comparecer ao evento mesmo em meio ao "turbilhão" pelo qual passa a Casa Legislativa. Segundo Sarney, ele compareceu pois foi convidado há 60 dias, antes mesmo de ser eleito presidente do Senado.

Sarney ainda lembrou que, para conter a crise, foi necessário demitir diretores e afastar "bancos agiotas" da administração do Senado. Também defendeu os funcionários da Casa afirmando que as denúncias representam "injustiças com funcionários do Senado recrutados com concursos públicos".

Aos estudantes, Sarney voltou à história da Grécia antiga para lembrar a origem do Senado e defender a existência da Casa Legislativa. Citou senadores que marcaram a história do país desde a época do Império e refutou a ideia de se manter apenas a Câmara dos Deputados como representante do Poder Legislativo.

Após a palestra, rebateu a alegação de que a maioria dos cargos de diretor foi criado durante suas gestões anteriores e sim em 2001. "Não foi na minha gestão [que foram criados a maioria dos cargos]. Estão todos errados. Foi em 2001. Não posso dizer que não criei nenhuma diretoria porque não me lembro. Mas em 2001 foi que criaram grande parte", disse.

Ainda segundo Sarney, a mesa-diretora da Casa estuda realizar uma "pequena reforma" administrativa antes da conclusão de estudo contratado da FGV (Fundação Getúlio Vargas). As mudanças, no entanto, não terão a "magnitude" da reforma maior que será feita após o estudo.

Crise

Após uma série de denúncias, o Senado anunciou na semana passada a exoneração imediata de 50 dos 181 diretores que integram o comando da Casa Legislativa. Alguns diretores do Senado chegam a receber salários de R$ 18 mil, além de gratificações de R$ 2.000 pelos cargos de chefia.

No início do mês, Agaciel Maia, então diretor-geral do Senado, deixou o cargo após a Folha revelar que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

Há duas semanas, o diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, pediu exoneração depois de ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

Reportagem da Folha também mostrou que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro. O Ministério Público Federal cobrou explicações da Casa sobre o pagamento das horas extras trabalhadas no recesso.

A senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, é acusada de usar em março parte da cota de passagens do Senado para custear a viagem de sete parentes, amigos e empresários do Maranhão para Brasília. Por meio de sua assessoria, a senadora disse que nenhum dos integrantes da lista de supostos beneficiados com as passagens viajou às custas do Senado. Enfim,conversa vai conversa vem,a dança no senado continua e enquanto não aparece um novo escândalo pra abafar o atual,temos que ir acostumando com os noticiários mostrarem todo o desperdício de dinheiro que está sendo o desenrolar dessa estória,que cá pra nós,dificilmente vai dar em alguma coisa....

Fonte Folha Online

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Cleptomania

Você sabe o que é Cleptomania?A palvra vem do verbo grego "Klepto", q significa roubar, subtrair, tirar às escondidas.É uma doença compulsiva, isto é, o indivíduo não tem controle sobre seus atos.Pessoas ricas e pobres sofrem igualmente desse distúrbio.É uma doença como o alcoolismo, o transtorno-obssessivo-compulsivo (TOC), a agorafobia (medo de sair ao ar livre), e tantos outros que acometem as pessoas.Voce concorda?Estas afirmações...

...Estas afirmações geram controvérsias.O tratamento ou diagnóstico, em algumas vezes,pode variar de acordo com sua classe social.A Cleptomania caracteriza-se por impulso para roubar objetos que são desnecessários para o uso pessoal ou sem valor monetário.O cleptomaníaco deve ir para a prisão ou receber um tratamento diferenciado?Como um acompanhamento psicológico ou tratamento psiquiátrico?Ou talvez uma prisão psiquiátrica?Adultos com cleptomania roubam porque isto oferece alívio ou conforto emocional, “Infelizmente, poucas pessoas procuram tratamento até que são pegas roubando”, alerta psicóloga Edenilce Baldini Benetti.
Não existem estudos controlados de tratamentos somáticos ou psicológicos para cleptomania. Edenilce afirma que a ajuda, muitas vezes, vem com o auxílio de medicação associada à terapia. “O autoconhecimento é essencial nestes casos. Geralmente o distúrbio atinge mais mulheres e os sintomas vêm associados à instabilidade de humor. Através da fala, a paciente vai reorganizando sua história emocional e suas vivências. O processo é lento, mas indispensável para trazer alívio e respostas para o indivíduo”, finalizou.
Como é o paciente com cleptomania?
Aparentemente o cleptomaníaco é completamente normal não há um traço identificável fora do descontrole em si mesmo, ou seja, não é possível identificar o cleptomaníaco antes dele adquirir objetos. Após o roubo o paciente reconhece o erro de seu gesto, não consegue entender porque fez nem porque não conseguiu evitar, fica envergonhado e esconde isso de todos. Essas características se assemelham muito ao transtorno obsessivo compulsivo, por isso está sendo estudada como uma possível variante desse transtorno, assim como quanto à bulimia também, por se tratar de um impulso (por definição incontrolável) que leva o paciente a sentir-se culpado e envegonhado depois de ter comido demais.
Qual o curso dessa patologia?
A cleptomania geralmente começa no fim da adolescência e continua por vários anos, é considerada atualmente uma doença crônica e seu curso ao longo da vida é desconhecido, ou seja, não se sabe se ocorre remissão espontânea. Geralmente a cleptomania é identificada nas mulheres em torno dos 35 anos e nos homens em torno dos 50.
Tratamento
Nâo há tratamento eficaz até o momento aceito, tentativas estão sendo feitas com terapia orientada ao insight nos EUA, terapia cognitivo comportamental e medicações, apenas com resultados parciais, algumas pessoas melhoram outras não. Também não se tem certeza se a melhora observada foi devido à atenção dada ou se foi pelo tratamento especificamente.

Ref Bibliográfica:
Am J Psychiatry. 2003 Aug;160(8):1509-13.
Psychopathology and comorbidity of psychiatric disorders in patients with kleptomania.
Bayle FJ, Caci H, Millet B, Richa S, Olie JP.

Kaplan & Sadock
Comprehensive TextBook in Psychiatry
6ª Ed.

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domingo, 9 de agosto de 2009

Depressão

Generalidades
Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio...


O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Como é?
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

* Perda de energia ou interesse
* Humor deprimido
* Dificuldade de concentração
* Alterações do apetite e do sono
* Lentificação das atividades físicas e mentais
* Sentimento de pesar ou fracasso

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

* Pessimismo
* Dificuldade de tomar decisões
* Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
* Irritabilidade ou impaciência
* Inquietação
* Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
* Chorar à-toa
* Dificuldade para chorar
* Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
* Dificuldade de terminar as coisas que começou
* Sentimento de pena de si mesmo
* Persistência de pensamentos negativos
* Queixas freqüentes
* Sentimentos de culpa injustificáveis
* Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Diferentes tipo de depressão
Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

Depressão e doenças cardíacas
Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.

Depressão no paciente com câncer
A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.
Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como"os portadores de câncer são deprimidos". A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.
Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.

A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Causa da Depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.
Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

Última Atualização: 8-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Eur. Psychiatry 2001; 16: 327-335
Relapse and Recurrence Prevention in Major Depression
JG storesum
J Psychiatry Res. 2000; 48: 493-500
Severe Depression is Associated with Markedly Reduced Heart Rate?
Phillis K Stein Psychiatry Research 2001; 104: 175-181
Symptoms of Atypical Depression
Michael Posternak

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