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domingo, 27 de abril de 2014

Libra

     
 Libra é representado pelo mito de Astreia, filha de Zeus e Têmis, que instruía os humanos sobre a justiça. Ao decepcionar-se com a crescente iniquidade dos homens, a deusa resolve abandonar a Terra. Esta constelação aparece com o equinócio de primavera, quando o dia e a noite têm a mesma duração, representando o equilíbrio entre ambos. Na mitologia Grega, Libra está relacionado com três deuses: Atena, Apolo e Afrodite, sendo que possui diversas características destes três deuses.
     
 Atena é a deusa da inteligência, que ensinou aos homens diversas artes: caçar, colher, fazerem tarefas domésticas, e forneceu-lhes alguns instrumentos, como armas. Porém, os humanos descobriram a maldade, e Athena arrependeu-se de os ter ajudado, pois queria um mundo perfeito. Assim, abandonou os homens e partiu para a guerra, a favor da justiça.
     
 Apolo é o deus da arte, da leitura, de tudo que é belo e harmonioso. É o sol, a luz, mas como toda luz, também produzia sombras, e tinha um lado sombrio. É o deus da medicina, mas que nunca teve sorte no amor, apesar da beleza. Teve quatro romances, mas acabou sozinho. Apolo possui a maioria das suas características (justiça, beleza, harmonia), todas relacionadas com o signo de Libra, incluindo as relações sociais e o talento artístico.
     
 Afrodite é a deusa grega do amor, que possui alguns traços de Libra, mas também é relacionada à Touro. Corresponde ao planeta Vênus, que rege Libra e Touro. É uma deusa sedutora, bela e um tanto ambiciosa, características do signo de Libra.

É um dos signos mais charmosos do Zodíaco. Aparência é fundamental para quem é deste signo, ainda mais se tem algum interesse amoroso em jogo. Tudo caminha legal se a vida amorosa vai bem. Mas, quando está triste, não tem quem não enxergue, pois você não esconde de ninguém. Pode sofrer muito quando enfrenta alguma decepção amorosa e, às vezes, vai até o fundo do poço, mas basta pintar uma nova motivação para se refazer rapidinho. Como não vive sem alguém do seu lado, lá estará você de novo, bolando estratégias para a conquista. Tem romantismo de sobra.

   A vida se torna mais bonita quando se apaixonam. Algumas vezes é preciso que parem para pensar se eles estão apaixonados pelo seu parceiro ou por si mesmos. Gostam de dividir, manter o equilíbrio em sua vida e viver em harmonia. Os que são sozinhos, provavelmente acharão a vida incompleta e difícil de viver. São indecisos por natureza e isso poderá impedir que se comprometa com seu parceiro.
       
Libra está entre os signos mais civilizados do zodíaco. Têm encanto, elegância, bom gosto, são amáveis e pacíficos. Gostam da beleza e da harmonia, e são capazes de serem imparciais ante os conflitos. Não obstante, uma vez que chegam a uma opinião sobre algo, não gostam de serem contrariados. Gostam de contar com o apoio dos demais. Um libriano tende a ser sensível às necessidades dos outros e costuma ser muito sociável.

 Não suportam as brigas e a crueldade e são muito diplomáticos ante os conflitos. Costumam procurar o consenso ante uma situação problemática. Sabem valorizar o esforço dos demais e gostam de viver e trabalhar em equipe. O lado negativo de um libriano é sua frivolidade, facilmente muda de opinião ou de lealdade. Não gostam da rotina e muitas vezes lhes falta capacidade para enfrentar os outros. Adoram o prazer, e isto lhes pode levar a cometer certos excessos na vida. São muito curiosos, o que pode ser um virtude, se o investem em descobrir novas coisas, mas também um defeito, se lhes leva a meter-se na vida ou nos assuntos dos outros.

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domingo, 6 de setembro de 2009

Eu sempre acreditei...

Eu sempre acreditei que jogos aumentavam o poder de raciocínio, pelo menos alguns dos jogos,e tropecei nesse texto na internet,que eu adorei, e não pude deixar de postar aqui.
Jogar Tetris modifica fisicamente o cérebro, segundo pesquisa
O estímulo do jogo faz o córtex se desenvolver e deixa mais eficiente outras partes do órgão.

Por Stella Dauer

Cientistas podem ter descoberto que o jogo inventado por russos no século passado ajuda no desenvolvimento do cérebro e faz crescer a massa cinzenta dos seus aficionados.

O estudo foi realizado pela Blue Planet Software detentora dos direitos do jogo em conjunto com a Mind Research Network e mostrou que jogar Tetris pode modificar fisicamente o cérebro de uma pessoa... Dependendo do tempo que for jogado, o Tetris pode tornar certas áreas do cérebro humano mais eficientes.


Segundo o site The Escapist o estímulo causado pelo jogo também faz com que outras áreas do cérebro desenvolvam melhor seu córtex, camada mais externa do cérebro dos seres humanos, aumentando o volume da massa encefálica.
Um dos pesquisadores, o dr. Richard Haier, acredita que o Tetris cria mudanças físicas duradouras na mente, ajudando a retardar o declínio do raciocínio que acontece com o avanço da idade nas pessoas, noticiou o blog Game|Life da revista Wired Haier também informou que outros jogos de quebra-cabeça como palavras cruzadas e vídeo game ajudam para alcançar esse benefício.


A pesquisa, publicada esta semana no periódico BMC Research Notes, foi conduzida com 26 adolescentes do sexo feminino que jogaram Tetris por três meses consecutivos e passaram por exames de ressonância magnética antes e depois desse período, noticiou o site New Mexico Business Weekly . Apesar de criticado pela baixa amostragem e pela influência da Blue Planet, que tem interesse na publicidade positiva advinda da pesquisa, o estudo pode ser considerado cientificamente válido, ainda que de pouco alcance.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cleptomania

Você sabe o que é Cleptomania?A palvra vem do verbo grego "Klepto", q significa roubar, subtrair, tirar às escondidas.É uma doença compulsiva, isto é, o indivíduo não tem controle sobre seus atos.Pessoas ricas e pobres sofrem igualmente desse distúrbio.É uma doença como o alcoolismo, o transtorno-obssessivo-compulsivo (TOC), a agorafobia (medo de sair ao ar livre), e tantos outros que acometem as pessoas.Voce concorda?Estas afirmações...

...Estas afirmações geram controvérsias.O tratamento ou diagnóstico, em algumas vezes,pode variar de acordo com sua classe social.A Cleptomania caracteriza-se por impulso para roubar objetos que são desnecessários para o uso pessoal ou sem valor monetário.O cleptomaníaco deve ir para a prisão ou receber um tratamento diferenciado?Como um acompanhamento psicológico ou tratamento psiquiátrico?Ou talvez uma prisão psiquiátrica?Adultos com cleptomania roubam porque isto oferece alívio ou conforto emocional, “Infelizmente, poucas pessoas procuram tratamento até que são pegas roubando”, alerta psicóloga Edenilce Baldini Benetti.
Não existem estudos controlados de tratamentos somáticos ou psicológicos para cleptomania. Edenilce afirma que a ajuda, muitas vezes, vem com o auxílio de medicação associada à terapia. “O autoconhecimento é essencial nestes casos. Geralmente o distúrbio atinge mais mulheres e os sintomas vêm associados à instabilidade de humor. Através da fala, a paciente vai reorganizando sua história emocional e suas vivências. O processo é lento, mas indispensável para trazer alívio e respostas para o indivíduo”, finalizou.
Como é o paciente com cleptomania?
Aparentemente o cleptomaníaco é completamente normal não há um traço identificável fora do descontrole em si mesmo, ou seja, não é possível identificar o cleptomaníaco antes dele adquirir objetos. Após o roubo o paciente reconhece o erro de seu gesto, não consegue entender porque fez nem porque não conseguiu evitar, fica envergonhado e esconde isso de todos. Essas características se assemelham muito ao transtorno obsessivo compulsivo, por isso está sendo estudada como uma possível variante desse transtorno, assim como quanto à bulimia também, por se tratar de um impulso (por definição incontrolável) que leva o paciente a sentir-se culpado e envegonhado depois de ter comido demais.
Qual o curso dessa patologia?
A cleptomania geralmente começa no fim da adolescência e continua por vários anos, é considerada atualmente uma doença crônica e seu curso ao longo da vida é desconhecido, ou seja, não se sabe se ocorre remissão espontânea. Geralmente a cleptomania é identificada nas mulheres em torno dos 35 anos e nos homens em torno dos 50.
Tratamento
Nâo há tratamento eficaz até o momento aceito, tentativas estão sendo feitas com terapia orientada ao insight nos EUA, terapia cognitivo comportamental e medicações, apenas com resultados parciais, algumas pessoas melhoram outras não. Também não se tem certeza se a melhora observada foi devido à atenção dada ou se foi pelo tratamento especificamente.

Ref Bibliográfica:
Am J Psychiatry. 2003 Aug;160(8):1509-13.
Psychopathology and comorbidity of psychiatric disorders in patients with kleptomania.
Bayle FJ, Caci H, Millet B, Richa S, Olie JP.

Kaplan & Sadock
Comprehensive TextBook in Psychiatry
6ª Ed.

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domingo, 9 de agosto de 2009

Falta de Memória

Você anda esquecido ultimamente? Viu um conhecido e não soube lembrar o seu nome? Esqueceu de um compromisso e ficou por causa disto péssimo? Bem você pode começar a imaginar um monte de coisas quando situações como estas acontecem com maior freqüência. Será que estou doente? É o mal de Alzheimer? Vamos então separar as coisas. Acontece que nosso cérebro precisa se esquecer da maioria das coisas que vivemos. Temos que esquecer...

..., aliás, passamos a vida a deixar memórias para trás. Saiba que mais esquecemos do que lembramos. Pois do contrário seria absolutamente impossível vivermos. Imagine se ao relembrar algum fato passado, você tivesse que reviver todos os inúmeros pormenores que cercaram esta experiência. Por exemplo, se alguém lhe pedir para que faça um resumo de sua vida, talvez consiga em poucas horas dizer muita coisa, mas veja, se você tem 30 anos, já viveu 10.950 dias ou 262.800 horas ou 15.768.000 minutos, desconte metade pensando nas horas que dormiu, tire mais uns pouco pelos seus primeiros anos de vida, ainda irá sobrar muito tempo e duvido que conseguirá lembrar de menos de 1% por cento de exatamente todos os fatos que passaram a sua frente. Em um conto belíssimo Borges relata a vida de um personagem que se lembrava de tudo. Quando alguém lhe perguntava alguma coisa passava a descrever o acontecido, com todos os detalhes, no exato tempo em que o tinha vivido e isto fez de sua vida um inferno. Na verdade somos o que lembramos, mas também o que esquecemos.

Por que é assim? Acontece que nosso cérebro memoriza ou retém algumas coisas. Temos basicamente três tipos de memória, como explicam os neuropsicólogos, a memória de trabalho, e as declarativas dividas em memória episódica e a memória semântica . A primeira, chamada de memória de trabalho é aquela que usamos a todo o momento, que no fim das contas nos permite viver, gerencia a realidade. Assim enquanto estou a falar com alguém vou me dando conta do que acabei de dizer para poder continuar o que mais tenho de lhe falar, vou lembrando de alguns detalhes daquele momento para ter adequação o que mais vir depois. Estou percebendo como você reage ao que falo, sua atitude, sua roupa, seus traços etc. Disto, que estamos vivemos no momento, algumas coisas irão ficar por um tempo registradas e depois esquecidas. Se lhe perguntarem o que almoçou ontem irá muito provavelmente lembrar, mas e se lhe perguntar o que você almoçou há um mês? Aí vêm as memórias episódicas, que diz respeito a nossa história, aos fatos que tiveram significado em sua existência. Se este almoço, há um mês atrás, foi algo importante, um momento especial, como, por exemplo, a primeira vez que você esteve com sua namorada, é bem provável que não esquecerá. Ou aconteceu que o restaurante pegou fogo! Há uma relevância emocional forte na esteira de uma lembrança episódica. E interessantemente, quando esta relevância é muitíssimo intensa e desfavorável, iremos “esquecer” esta memória, ela irá ficar estrategicamente guardada, sem ser lembrada para que não nos atormente. E, a memória dita semântica é aquela que usamos e não faz parte particularmente, da nossa história, pois é comum a muitos, como o nosso conhecimento da língua portuguesa, de coisas que sabemos porque aprendemos. Você sabe qual é a capital da Espanha? É uma memória semântica. Agora se eu lhe perguntar se conhece Madrid e me disser que ela é assim assado, pois já esteve lá há dois anos atrás, isto é memória episódica.

Bem este assunto é extensíssimo e tenho que terminar o texto, pois já está terminando a página. Mas gostaria de finalizar dizendo-lhes que a maior parte das pessoas que se queixam de falta de memória, não se deve a que alguma doença temida esteja lhe assolando. Há uma correlação intensa com a nossa concentração, com a nossa capacidade de abstrair-nos do resto, para que possamos fazer algo inteiramente. Pegue um livro de cabeça cheia e tente ler. Por certo muito irá se perder. Faça muitas coisas ao mesmo tempo e com muita ansiedade. É bem possível que se esquecerá da maioria. Uma pessoa preocupada, triste e angustiada não se concentra. E claro, não se lembra. No entanto, lembre-se: esquecer é muitas vezes saudável.

Texto de autoria do Dr. Paulo Mattosinho Filho

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domingo, 2 de agosto de 2009

déjà vu:

Déjà vu: o bug cerebral
Deja Vu Paramnesia Emile Boirac Fabrice Bartolomei Leeds Memory Group Alan Brown

Dura somente umas fracções de segundo, traduz-se por uma estranha impressão de já ter vivenciado a cena presente e mesmo saber o que se vai passar em seguida, ainda que a situação que esteja a ser vivida seja inédita. O déjà vu, ou paramnesia como também é conhecido, tem sido ao longo dos anos objecto das mais díspares tentativas de interpretação, mas para nós, comuns mortais, continua a ser um quebra-cabeças inexplicável.
Émile Boirac, filósofo, cientista e esperantista francês, profundamente interessado em pesquisas na área da parapsicologia, deu o nome, em 1876, a este fenómeno curioso que durante anos foi considerado como sendo uma reminiscência de vidas passadas, prova segundo alguns, da existência de reencarnação.

Sigmund Freud dava-lhe outra explicação: as cenas familiares seriam visualizadas nos sonhos e depois esquecidas e, segundo ele, eram resultado de desejos reprimidos ou de memórias relacionadas com experiências traumáticas. Outra das explicações propostas fazia depender o fenómeno de uma similitude entre elementos da cena vivenciada e elementos de outras passadas mediada por um fenómeno emocional.

Ao longo dos tempos a vastíssima Ciência Médica foi avançando diversos cenários para o fenómeno e hoje os progressos nas Neurociências fazem emergir várias hipóteses: uma decalage no encaminhamento das percepções por diferentes vias nervosas que leva a que a informação retardada não seja considerada pelo cérebro como “nova”, é uma delas.

A forma como o cérebro memoriza uma informação, colocando-a directamente na memória a longo prazo sem passar primeiro pela memória a curto prazo, podendo fazê-la parecer uma recordação longínqua em vez de uma informação do presente, é outra das teorias propostas para o fenómeno.

Fabrice Bartolomei, Neurologista francês, vem agora propor uma explicação diferente que começa a tornar-se consensual nos meios científicos: o “déjà vu” será resultado de uma fugaz disfunção da zona do cortex entorrinal, situado por baixo do hipocampo e que se sabia já implicada em situações de “déjà vu” comuns em doentes padecendo de epilepsia temporal.

Deja Vu Paramnesia Emile Boirac Fabrice Bartolomei Leeds Memory Group Alan Brown

Experiências de estimulação do córtex entorrinal com recurso a eléctrodos demonstram que as pessoas submetidas a esta estimulação sofrem sensações de familiaridade com tudo o que os rodeia em 11% dos casos, contra 2% nas pessoas em que somente as zonas vizinhas do córtex entorrinal são estimuladas. Testes realizados com macacos, evidenciando a activação do córtex entorrinal em situações de descoberta de um novo elemento num conjunto, parecem também apoiar a teoria da existência desse “bug” cerebral.

Deja Vu Paramnesia Emile Boirac Fabrice Bartolomei Leeds Memory Group Alan Brown

Experiências conduzidas por investigadores do Leeds Memory Group permitiram recriar em laboratório e com recurso à hipnose sensações de "déjà vu", no que parece constituir uma nova base de trabalho para o esclarecimento do fenómeno que mereceu de Alan S. Brown, reputado investigador e autor de pesquisas nesta área da Southern Methodist University, comentários muito positivos.

Outros dados apontam para que situações de stress ou fadiga possam favorecer, neste contexto disfuncional, o aparecimento do fenómeno, mas a causa precisa deste “curto-circuito” cerebral permanece ainda desconhecida. Até lá, até que as Neurociências venham fazer definitivamente luz sobre o assunto, vamos gerindo com uma pontinha de estupefacção e de incredulidade os nossos “Esta cena parece-me familiar. Mas onde raio é que eu já vi isto?”

Bugs Felizes.

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